Postado dia 1 de julho de 2009
“Jornalista pergunta: Qual a fonte? Blogueiro responde: Arial 12″.
Essa é eu vi no twitter do publicitário Ricardo Cabianca (@cabianca).
Postado dia 30 de junho de 2009
Já que o tema por aqui é o rock, uma apresentação de Michael Jackson junto com Slash, do Guns’n'Roses. A música é Black or white.
Postado dia 29 de junho de 2009
Não sei se fui só eu que percebi. Mas vocês viram como na mídia brasileira tem gente falando Michael Jackson igualzinho ao Silvio Santos? Sergio Chapelen, no Globo Repórter que o diga!
Postado dia 27 de junho de 2009
Meu texto sobre a questão do diploma de jornalismo, que começou de forma despretenciosa, foi publicado em mais um lugar. Agora ele está na Coordenadoria dos Direitos e da Cidadania - Codic.
O link direto é: Por um jornalismo com qualidade e qualificação
Postado dia 24 de junho de 2009
O Observatório da Imprensa republicou o texto que escrevi recentemente sobre o diploma de jornalismo. Vale a pena a leitura:
Postado dia 22 de junho de 2009
Pra fechar a trilogia, agora um trecho do filme “Loki - Arnaldo Baptista”.
Postado dia 20 de junho de 2009
Um calouro abre a porta quase sem ar e diz para a turma: “caiu o diploma para jornalismo.” Segundos de silêncio e espanto. Seguidos de longos minutos de discussões acaloradas e revolta. Foi impossível terminar a aula. Também nem fazia muita questão. O mais interessante era o debate espontâneo que ali surgiu.
Foi assim que eu soube do fim da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Estava em sala de aula. Por conta disso já vale um posicionamento inicial. Exerço uma função dupla nas discussões sobre essa questão. Sou jornalista (diplomado) e professor do curso de jornalismo de uma instituição de ensino superior.
Posiciono-me sim a favor da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Isso não quer dizer que eu considere o diploma como uma credencial, como único instrumento que atesta que sou jornalista. Não defendo só o diploma. Defendo a qualidade da educação. Defendo o aprendizado. Defendo a busca pelo conhecimento e essas defesas perpassam por um conhecimento adquirido sim na academia, portanto, valorizado pelo diploma.
A academia ajuda a fomentar o pensamento crítico, a repensarmos a profissão, a revermos a lógica do mercado e não apenas a segui-la. Claro que não é a única fonte para isso. Mas em um contexto em que a cada ano, em todas as áreas do conhecimento, mais pessoas chegam ao ensino superior, que mais se fala em uma busca por educação com qualidade, é muito difícil defender a idéia de que uma profissão (como a de jornalista) possa ser exercida sem conhecimento teórico sobre a área, que o campo possa existir apenas a partir de seus, muitas vezes, tolos saberes práticos. Não que na faculdade você vá só teorizar. Existe a mescla entre teoria e prática.
Mas com o fim da obrigatoriedade do diploma é justamente o pensamento de senso comum, da técnica, que sai fortalecido e não o que vem da academia. Para entender a importância do diploma é importante repensar alguns mitos que estão surgindo na tônica da discussão.
A obrigatoriedade do diploma fere com a liberdade de expressão
É comum ouvirmos depoimentos inflamados do tipo “o direito a informação não pode ser exclusividade de uma elite de diplomados. Muito menos de diplomados num único curso”. Esse foi inclusive o argumento de Gilmar Mendes, relator do processo, que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
Mas quem em sã consciência consegue defender a idéia de que na mídia só aparecem jornalistas? Concordo com a opinião do professor Rogério Christofoletti.
Ele diz que “os ministros demonstraram não conhecer a profissão, e que acabaram confundindo um direito amplo com o direito de exercício profissional. Como quem confunde direito à Justiça e direito de atuar como advogado”.
Vale ainda uma estatística de Alberto Dines. “Na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões”.
Existe espaço para o comentarista, para a opinião de alguém que não é necessariamente um jornalista. Mas esse primeiro mito ganha espaço porque muitos pensam que para exercer a profissão basta escrever bem.
Jornalismo é confundido com o simples ato de escrever textos
Francamente. Comunicar-se minimamente bem através de texto é algo que todo brasileiro alfabetizado deveria saber. Isso não é uma exclusividade do jornalismo. Não é o simples fato de fazer um texto com introdução, desenvolvimento e conclusão que me credencia a ser jornalista.
Se fosse assim qualquer blogueiro estaria credenciado para ser jornalista. Não é o caso. Ele está muito mais atrelado ao espaço do comentarista, da discussão, que é apenas uma das possíveis funções do jornalismo, do que a informação jornalística propriamente dita.
Escrever é apenas um dos requisitos. O redator ou repórter, também é apenas um dos cargos que um jornalista pode exercer. Existem outras funções como a de pauteiro, editor, etc. Ou seja, existe todo um trabalho para pensar um veículo, pensar editorias, cadernos, abordagens, assuntos, etc.
Os que são antenados com as novas tecnologias poderiam dizer que o diploma briga com a estrutura colaborativa da internet. Pelo contrário, o jornalista pode trabalhar com estratégias de jornalismo cidadão, jornalismo colaborativo, pensar nas melhores maneiras de trabalhar em redes sociais e a fazer a troca de informações fluir melhor. Estará dando espaço para um debate de idéias e ainda assim não deixa de ser jornalista.
Não se aprende nada na faculdade
Outro mito que aparece muito é a de que a faculdade não serve para nada. Se você passou pela universidade ou está nela e realmente acredita que aprendeu pouco ou acha que a academia está descolada do mercado de trabalho, eu lhe faço uma pergunta. Qual foi seu grau de empenho com relação ao ensino? Quantos livros você realmente leu? Quantos filmes viu? Quantas reportagens, produtos produziu com afinco?
Deixando o politicamente correto de lado. Esse é o tipo de discurso de alguém que não acompanhou de fato a academia e o debate acadêmico. Não se debruçou literalmente para estudar. Descredenciar a academia é rebaixar o jornalismo a uma profissão meramente tecnicista.
É também menosprezar o espaço para a educação (especialmente de ensino superior) do Brasil. Francamente, se já dentro das universidades cada vez mais estamos lidando com um público que lê pouco, estuda pouco, é uma visão muito romântica e tola acreditar que alguém que entre agora na área, sem nenhuma formação, vá ter um pensamento constituído elaborado sobre a profissão. Claro que existem exceções. Mas na média temos muitos jornalistas ruins e temos muitas pessoas que sem critério algum se intitulam jornalistas. Por sinal, isso deve voltar a virar moda.
Se você está na academia só para aprender técnicas, nem perca tempo. Você não precisa de quatro anos para isso. A técnica é apenas uma pequena parte do processo, que o ideal é que quando você as aprenda, já tente repensá-la, mudá-la. E, ainda é na academia que se repensa criticamente o jornalismo, que saem estudos sobre o campo, que se pode fazer ciência. Estudar, avaliar e repensar o que é produzido.
Os melhores estarão empregados
É importante desmitificar um senso comum. O de que “quem é bom encontra seu lugar no mercado”. A realidade não é bem sim. Conheço jornalistas brilhantes que por pressões políticas e/ou econômicas perderam seus cargos e depois encontraram grandes dificuldades para se reposicionar. Existem no mercado interesses e critérios que vão além da simples busca pela qualidade. Com a queda do diploma a grande brecha que se abre é para uma desmobilização da categoria.
Concordo com o jornalista Victor Folquening, quando diz que “hoje, no Paraná, nenhum jornalista pode ganhar menos do que aproximadamente 2 mil reais por cinco horas diárias de trabalho. Mudar isso não é ruim só para os profissionais. Muita gente sem qualificação se submete a trabalhar 8 horas por 500 reais. Tipo, digamos, o sobrinho dependente de tóxicos do deputado. Talvez os cidadãos recusem o evidente mal trabalho que esse infeliz vai fazer. Mas se é a Assembléia que paga, quem se importa?”
E o meu diploma?
Sempre encarei a educação como algo que me motiva a crescer, a questionar, a aprender, a buscar coisas novas, a buscar aprendizado. Defendo a obrigatoriedade do diploma, mas não a busca simples e desenfreada pelo canudo. Quando estive na faculdade o que menos me interessava era a formalização, o título em si. Estive lá porque queria saber tudo sobre a profissão, queria estudá-la, entende-la, repensá-la. E acredite, a academia foi o melhor local que encontrei para isso.
Não ficava em sala para não levar falta. Estava ali porque queria aprender algo. Por isso, meu diploma representa muito estudo. Sim, acredite, era aplicado. Representa reflexões sobre teorias, livros e mais livros lidos, produções e muito mais. Sem dúvida, não seria a pessoa que sou hoje, o jornalista, o professor que sou atualmente sem o embasamento e leituras que tive na universidade, na pós-graduação e que tenho agora no mestrado.
Fazer jornalismo faz diferença. Talvez em meio a tudo que li sobre essa questão, diante de muitos pensamentos de senso comum e de frases feitas, foi justamente uma fala bem despretensiosa que li no twitter, do usuário “buchecha”, que mais me marcou. Era algo do tipo “#diploma: você não vale nada mais eu gosto de você”.
Postado dia 20 de junho de 2009
Uma outra versão do trailer de “Loki - Arnaldo Baptista”, bem mais longa e mais completa.
Postado dia 19 de junho de 2009
Estréia hoje nos cinemas “Loki - Arnaldo Baptista”, documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e produzido pelo Canal Brasil, que conta a história do fundador do Mutantes.
Elogiar a banda é algo fácil. Dificilmente vemos alguém da imprensa batendo neles. Mas não é à toa. Em 2007 fui o assessor de imprensa dos Mutantes, em seu show de Curitiba. Entrevistei a banda e tive a oportunidade de ver os ensaios, o show bem de perto. Realmente é algo impressionante e que vale a pena ser acompanhado.
Nesse documentário é a primeira vez que o Canal Brasil assina a produção de um longa-metragem. Loki traz a trajetória de Arnaldo desde a infância, passando pela fase de maior sucesso como líder dos Mutantes, pelo casamento com a cantora Rita Lee e, depois, a separação.
Passa também pela depressão que devastou sua vida após o fim do grupo e que o levou a tentar o suicídio, sua carreira solo, a reaproximação com o irmão e integrante dos Mutantes Sérgio Dias, culminando com a volta da banda em 2006 (com Zélia Duncan no lugar de Rita Lee) e com o show em homenagem à Tropicália realizado no Barbican Centre, em Londres. Uma história que vale a pena ser acompanhada.
Postado dia 19 de junho de 2009
Depois de um longo e tenebroso inverno, volto a atualizar o blog. No último mês mudamos o site da 91Rock de endereço e isso causou uma série de ajustes, problemas, adaptações. Mas agora que a situação está voltando ao normal, o blog volta a ser atualizado!
Postado dia 7 de maio de 2009
Mais uma das antigas. Uma matéria da MTV, na passagem do Oasis pelo Brasil, em 1998.
Postado dia 6 de maio de 2009
Já que o assunto dessa semana é a passagem do Oasis pelo Brasil, abaixo uma reportagem (em inglês) que mostra um pouco das famosas brigas de Liam e Noel Gallagher.
Postado dia 4 de maio de 2009
Essa é meio antiga do Kibe Loco, mas vale a citação:

“Fala a verdade: se fosse “Banda Beijo leva 35 mil ao delírio em SP” seria escrotão, né?”
Postado dia 2 de maio de 2009
Já que falei de Eliane Brum no post anterior e o assunto principal por aqui é rock’n'roll, vale a leitura do texto “Como medimos nossa vida?”. Nele a jornalista faz um paralelo do número cada vez maior de pessoas que consome seus dias numa rotina de cuidados para preservar saúd e juventude com a desregrada vida de Cazuza.
Veja Mais
Como medimos nossa vida?
Postado dia 30 de abril de 2009
Assisti a palestra da jornalista Eliane Brum, na Unibrasil. Eliane é alguém de fala doce, espontânea nos bastidores e trabalha na revista Época. Premiadíssima, fez grandes reportagens contando a história de pessoas comuns, dos invisíveis. “Os assassinatos do vísiveis viram tragédia, viram capa. Os dos invísiveis viram estatística. Os comuns são invísiveis e ganham no máximo uma nota”.
É bom e faz bem ver de perto pessoas como Eliane. Alguém que acredita que sempre é possível ir além, sair do clichê e, principalmente, encontrar saídas diferentes. “Olhar do mesmo jeito, é um jeito de não enxergar” é uma de suas falas mais marcantes.
O trabalho e a fala apaixonada de Eliana Brum são exemplos que me fazem acreditar que, mesmo com o jornalismo estando em crise, ainda é uma profissão fascinante.
Abaixo dois vídeos com ela. O primeiro é da própria Época e fala do livro “O olho da rua”, um relato de dez reportagens publicadas na revista. O segundo é de uma passagem da jornalista pela Famecos/PUCRS.
Saiba Mais
1º Encontro entre Jornalismo e Literatura
Fotos da fala de Eliane Brum
Perfil

É jornalista, com pós-graduação em Comunicação e Semiótica e mestrando em Ciências Sociais Aplicadas. É editor-chefe do site da 91Rock, do site da revista Perfil Náutico, coordenador de projetos da PontoCom Comunicação Interativa e professor do curso de jornalismo da Unibrasil. Já foi repórter do Estúdio Coca-Cola Zero MTV, foi coordenador de imprensa de shows como B.B. King, Mutantes, Stanley Jordon, Maria Rita e Soul Funk. Também foi editor do site oficial do COP8/MOP3, eventos da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre meio ambiente.
