Postado dia 13 de novembro de 2008

Hallo, hallo, coleguinhas!
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos os comentários e palavras de incentivo com relação ao podcast. Seja pelo site, email ou pessoalmente. O reconhecimento significa muito e nos impulsiona para frente.
Mas o objetivo de hoje é outro, divulgar o show do incrível FelixBravo. Eles se apresentarão no SESC de esquina amanhã, sexta-feira dia 14. Corra no myspace deles para ouvir, é som belo e poético como pouco se vê. Não perca a oportunidade de vê-los ao vivo, o show deles é daquelas experiências que tocam e mudam a gente de forma profunda e inexplicável.
Postado dia 11 de novembro de 2008

Yeah, yeah!
Chega ao fim a intensa semana sem glúten. Muito som bacana passou por aqui e para coroar o encerramento dessa maratona musical, decidi me arriscar num novo formato.
É com grande prazer que apresento o primeiro podcast do não contém glúten.
Pois é, fiquei com invejinha do Privada Elétrica que recebe infinitos comentários a mais do que eu e resolvi copiar a idéia. OK, isso tudo é brincadeira, mas o podcast é real e está aí.
Escutem, comentem e divulguem.
01. Lucas Santtana e Seleção Natural - Deixe o Sol Bater - (Bruno Belluomini - Tranquera Subcut Remix)
02. Lucas Santtana e Seleção Natural - Lycra-limão
03. Luisa Mandou Um Beijo - Com Um Pote de Geléia de Morango nas Mãos
04. Curumin - Magrela Fever
05. Wado - Teta
06. Móveis Coloniais de Acaju - E Agora, Gregório?
07. A Sexta Geração da Família Palim do Norte da Turquia - Acre!? Que Porra É Essa?!
08. Banzé! - Infausto
09. Ecos Falsos - O Bom Amigo Inibié
10. Sabonetes - Hora de Partir
11. Rockz - Nunca me Diverti Tanto
12. Heitor e Banda Gentileza - Maior com Sétima
Postado dia 8 de novembro de 2008

Hallo, hallo, coleguinhas!
Eu saí de viagem ontem e deixei esse post programado para entrar no ar hoje. Espero que tenha funcionado. O problema é que não consegui preparar um para amanhã, então infelizmente domingo não teremos novidades. Mas acho que o post de hoje é capaz de compensar. Eeeta som bacana!
E segunda ainda teremos a grande surpresinha pra fechar a semana sem glúten com chave de ouro.

Coloque a cadeira de lado, empurre a mesa, abra espaço na sala e aumente o volume. Com a energia dos russos do Cheese People fica complicado não se deixar levar pelos beats, grooves e a voz muito particular de Olya Chubarova.
A proposta é muito clara, é disco-punk pra agitar, esquecer a vergonha e exorcizar os demônios. O clima é sempre upbeat e as poucas faixas mais paradas acabam parecendo meio deslocadas, mas funcionam como um breve momento para respirar.
Stroitel começa com um riff de guitarra e um grave bem distorcido, cai num tema meio oriental, volta pra distorção, assume uma postura mais rock, daí um lalala pop, um pseudosolo de sintetizador, volta pra coisinha oriental, levada distorcida… Resumindo, uma salada absurda muito bacana.
Uaaa é onde a coisa pega, faixa irresistível com hit escrito por toda ela. Tem refrão mais fácil do que “uaaaaa”?
Moon traz uma melodia gostosinha e um elemento dançante um pouco mais soft, ao mesmo tempo em que uns gritos esporádicos tiram as coisas do eixo.
Não é só o título de Eats Your Popcorn que é esquisitinho, o slap, o bongo, as camadas de vocal e os variados ritmos resultam numa das músicas mais divertidas.
Cheese People é o tipo de coisa que pessoalmente nunca imaginei ouvir de uma banda russa, por puro desconhecimento e talvez um pouco de preconceito. É sempre bom ser surpreendido, ainda mais quando a surpresa é tão divertida.
01. Stroitel: Play Now | Play in Popup | Download
02. Uaaa: Play Now | Play in Popup | Download
05. Moon: Play Now | Play in Popup | Download
11. Eats Your Popcorn: Play Now | Play in Popup | DownloadPostado dia 7 de novembro de 2008


Hallo, hallo, coleguinhas!
Como cantava minha vizinha no meu tempo de criança, “hoje é sexta-feira dia de alegria”. Para deixar o trabalho de lado e pegar o clima de final de semana, vai muito bem um eletropop classudo.
Se tem algo que The Black Ghosts faz com muita competência é entregar esse som - mistura de eletro, pop e rock, com cara de indie e perfeito pra pista – medido, balanceado e polido na medida exata.
Someway Through This é uma escolha curiosa para abrir o álbum. É a faixa mais complexa e obscura, com uma levada arrastada e letra levemente psicótica. É certamente a minha preferida e aqui vocês escutam também o remix da parceria entre Plastician e o badalado produtor de dubstep Skream, que levam a música a um nível emocional muito mais profundo.
Na seqüência Anyway You Choose To Give It parece colocar a coisa no eixo e declara afinal do que se trata o álbum.
Repetition Kills You conta com a participação de Damon Albarn - o cara do Blur, do Gorillaz e do The Good, the Bad and the Queen - que colabora com sua voz característica nessa faixa hiper dançante.
Until It Comes Again é levada por uma guitarrinha que traz um elemento de rock funkeado. Full Moon chama a atenção pela presença de uma viola que da a música um ar levemente folk e Something New tem um clima de trilha sonora muito bacana.
Por fim cabe a Face fechar o álbum e assim como a escolha incomum da primeira faixa, Face não tem a menor cara de final, muito pelo contrário, é uma das mais dançantes.
The Black Ghosts já provou ser uma máquina de hits do mais dançante ao introspectivo, grande parte desse álbum já havia conquistado as pistas no formato de EPs, mas a grande qualidade da dupla se mostra quando eles estão no meio, equilibrando as duas medidas e entregando o som no ponto.
01. Some Way Through This: Play Now | Play in Popup | Download
Some Way Through This (Plastician & Skream Remix): Play Now | Play in Popup | Download
02. Anyway You Choose To Give It: Play Now | Play in Popup | Download
04. Repetition Kills You (participação Damon Albarn): Play Now | Play in Popup | Download
11. Face: Play Now | Play in Popup | DownloadPostado dia 6 de novembro de 2008


Hallo, hallo, coleguinhas!
Quinta-feira e estamos na metade do percurso. Como quinta é o esquenta do final de semana vamos tentar algo mais dançante.
Spleen United é synth-rock dinamarquês, uma grata surpresa de clima frio e sombrio. O som é uma espécie de The Killers com Muse e uns barulhinhos a mais. Espere ouvir sons que remetem diretamente aos anos 80, baterias industriais, loops infinitos, sintetizadores longos, músicas bem espaciais e uma voz que casa perfeitamente com tudo isso.
Suburbia abre o álbum com uma levada de sintetizador que se repete pela música inteira. A referência a nomes como Depeche Mode é imediata, mas conforme a música progride assume personalidade própria.
Lembro que quando ouvi Failure 1977 pela primeira vez o que me veio à mente foi Tool, apesar do som das bandas não terem muita relação. A bateria marcada e o vocal pausado é quase uma marcha das máquinas, ponto alto pro baixo do refrão.
Everybody Wants Revenge é obscura, progressiva e fascinante. A crítica existencialista é forte , “you want to change/just ’cause you can’t” não é das constatações mais amistosas, mas aqui faz até abrir um sorriso irônico.
66 é dançante e melódica. Mesmo com o clima sombrio característico, consegue ser bastante envolvente e funcionaria fácil numa pista.
Na Dinamarca Neanderthal foi considerado o melhor lançamento do ano, mas no resto do mundo a banda ainda voa bem abaixo dos radares. Nesse álbum eles mostram que tem o que é preciso para estar entre os grandes, só falta a mídia abrir os ouvidos.
01. Suburbia: Play Now | Play in Popup | Download
03. Failure 1977: Play Now | Play in Popup | Download
05. Everybody Wants Revenge: Play Now | Play in Popup | Download
07. 66: Play Now | Play in Popup | DownloadPostado dia 5 de novembro de 2008


Hallo, hallo, coleguinhas!
Terceiro álbum da genial banda nova iorquina TV on the Radio, Dear Science, faz o impossível e apresenta um TVOTR acessível. O que por um lado é absoluto terror para vários fãs, é na verdade um importante sinal de crescimento.
É fato que esse álbum é muito menos experimental e que as faixas não trazem aquela cara de serem tão “únicas” como nos trabalhos anteriores. Mas o resultado é tão sólido que me faz pensar que a grande ousadia aqui foi exatamente essa.
Halfway Home inicia a experiência com um tom épico e encerra numa corrida desenfreada que te leva direto a Crying, que canta os problemas do mundo sobre uma levada funkeada e transmite um certo ar de esperança. Por sinal em Dear Science, os tons e cores de TVOTR estão muito mais alegres e esperançosos.
Dancing Choose é tão grudenta quanto irônica, um mega trava-línguas que escancara nossa realidade consumista e faz tudo soar como uma simples dancinha despretensiosa.
Stork and Owl contrasta forte com o upbeat funkeado de Golden Age, que poderia fácil ser trilha de comercial de refrigerante. Simplesmente dá vontade de abraçar as pessoas na rua e sair cantando sobre a era de ouro, sons e milagres da letra da música.
Family Tree é de longe a música mais digerível do TVOTR, toda melódica com direito a pianinho e strings, um momento mesmerizante que é rompido pelo chamado para a realidade que abre Red Dress.
Love Dog é um tesourinho que em momentos faz lembrar a insuperável Staring at the Sun do primeiro álbum. Na seqüência Shout Me Out pega o clima suspenso da faixa anterior, trabalha com ele sem pressa, leva um passo adiante, segura, molda e entrega uma seqüência de sensações e climas que simplesmente não deveriam caber em quatro minutos.
DLZ é densa e pesa o clima deixando para Lover’s Day o trabalho de encerrar a experiência com um tom a la pierrot.
TV on the Radio é uma das melhores bandas da atualidade e a evolução a cada álbum é impressionante. Dear Science, não é diferente e ironicamente a banda inova ao tentar soar mais convencional.
03. Dancing Choose: Play Now | Play in Popup | Download
05. Golden Age: Play Now | Play in Popup | Download
08. Love Dog: Play Now | Play in Popup | Download
09. Shout Me Out: Play Now | Play in Popup | DownloadPostado dia 4 de novembro de 2008


Hallo, hallo, coleguinhas!
Segundo post da semana maluca, hoje vamos de samba. Samba? Sim senhor, e dos bons!
Na verdade o segundo álbum do paulistano Curumin é algo como uma salada mista de estilos dos mais diversos. É reggae, é soul, é funk, é dub, é rap, é rock, é pop, é r&b, é hiphop e muito mais. Mas na raiz de tudo está o samba, um samba atual que carrega todas essas influências, mas que é malandro, sagaz e provocador como tem que ser.
Japan Pop Show abre com uma melodia de caixinha de música que explode num Salto no Vácuo com Joelhada e prossegue com a bela Dançando no Escuro, “só via minha preta e eu dançando forrózinho a escuridão”, uma delícia.
Mas é em Compacto que a coisa começa a ficar mais intima. Mais que uma saudosa homenagem a ouvir um bom disco de vinil, a canção é uma viagem ao tempo em que apreciar um álbum era muito mais do que apertar alguns botões no ipod.
Procure ouvir Magrela Fever com os olhos fechados, é como estar na sua bicicletinha amarela da infância sentindo o vento no rosto. O álbum tem muito de resgate do passado e é incrível ver como esse resgate vai além de referências e extrapola para o mundo das sensações tornando tudo muito mais íntimo e palpável.
Mal-Estar Card, traz a crítica inteligente e divertida, uma outra faceta de Curumin presente em faixas do álbum como Kyoto e o batidão Caixa Preta.
Sambito é esquisitinha, cantada em japonês é, nas palavras do próprio autor, “um personagem, tipo um tamagochi ou um picachú e eu fico falando como ele é legal”.
O álbum fecha com Esperança, que canta sobre amor e paz na Terra. Por fim temos Fumanchú, que faz mais um papel de epilogo instrumental.
Curumin é o típico exemplo de talento nacional que precisou ser descoberto no exterior para ser valorizado em seu próprio país, mas deixando essa crítica mais chatinha de lado, se você ainda não conhece, sebo nas canelas porque é muito bom. E pra quem vai ao Festival Planeta Terra nesse sábado, fique esperto para o som desse cara, que vem meio ofuscado pelas grandes estrelas, mas que sem dúvidas vai brilhar.
03. Compacto: Play Now | Play in Popup | Download
04. Magrela Fever: Play Now | Play in Popup | Download
09. Mal Estar Card (participação Cristopher Lover): Play Now | Play in Popup | Download
10. Caixa Preta (participação BNegão e Lucas Santtana): Play Now | Play in Popup | DownloadPostado dia 3 de novembro de 2008
Hallo, hallo, coleguinhas!
Um mês inteiro correu, a promessa ficou e já passou da hora da coisa acontecer. Então vamos lá. Agora é post todo dia até segunda que vem. Se seguuura!


You Can Do Anything é o terceiro - e possivelmente o melhor - álbum do quinteto de Liverpool The Zutons. Aqui a banda parece soar mais coerente, o saxofone de Abi Harding está muito mais integrado as composições, deixando aquela cara de “musicista convidada” pra trás. Os vocais também estão muito mais trabalhados e em vários momentos pode-se ouvir a banda inteira cantando.
O som continua o mesmo, grande, bem grande. Não existe muito espaço para sutilezas no mundo de Zutons e também nem precisa. Logo de cara eles te pegam pelo braço, jogam no meio da roda e te fazem girar até ficar sem fôlego.
O ritmo é quebrado por Dirty Rat que se arrasta culposamente por 4 minutos e na seqüência What’s Your Problem joga a energia pra cima e traz o clima de festa de volta.
O clima sobe, o clima desce, o clima sobe, o clima desce… E tudo se encerra com a bonitinha Little Red Door cantando “now the time has come to say goodbye”.
You Can Do Anything é como uma montanha russa, o álbum é todo recheado de climas altos e baixos, sofridos e festivos, que se alternam faixa a faixa. O bacana é ver isso acontecendo sem que a banda perca a identidade em qualquer momento.
Agora fica um aviso, The Zutons é conteúdo altamente viciante e contagioso, daqueles que não param de crescer a cada ouvida. Como “Zuton Fever” - a primeira faixa do primeiro álbum - já dava a entender, depois que a febre pega é difícil curá-la.
01. Harder and Harder: Play Now | Play in Popup | Download
03. What's Your Problem: Play Now | Play in Popup | Download
08. Always Right Behind You: Play Now | Play in Popup | Download
12. Litte Red Door: Play Now | Play in Popup | DownloadPostado dia 6 de outubro de 2008
Coleguinhas queridos, é triste, mas a super mega ultra power incrível maratona da “semana sem glúten” terá que ser adiada.
O goear, sistema que uso para que vocês possam ouvir as músicas, está passando por problemas e se encontra inacessível. Tentei aguardar até agora de noite para ver se o safado voltava mas, quééé.
Falar de música sem que se possa ouvi-la não tem a menor graça e o bacana aqui é que vocês possam ouvir e conhecer novos sons. Portanto nossa maratona será adiada para a próxima semana, até lá espero encontrar uma alternativa melhor.
Bom, já que estamos aqui e para não perder o post vamos de myspace mesmo.
Stop Play Moon é eletro rock paulista que abusa dos sintetizadores e da voz deliciosa de Geanine Marques. O som tem um clima meio glamour de final de festa e pega fácil em pista de balada alternativa. Pra quem curte o gênero, SP Moon é um prato cheio. Se joga! – hahahah.
Postado dia 3 de outubro de 2008
“Vanilla, strawberry, knickbocker glory. Vanilla, strawberry, knickbocker glory. Vanilla, strawberry, knickbocker glory…”
Hallo, hallo, coleguinhas!
Peço desculpas pelas duas semanas sem post que se passaram e, aproveitando o clima de véspera de eleições, faço uma promessa de campanha. Para compensar minha ausência proponho “a semana sem glúten” uma maratona de segunda a segunda com posts diários e quem sabe uma surpresinha no final. Bacana, né?
Então tudo resolvido, vamos ao que interessa.

O Fujiya & Miyagi já andou dando as caras no blog do Kid Vinil esses dias, mas não é por isso que deixarei de postar, afinal Lightbulbs era um dos álbuns mais aguardados por mim para esse ano. Ainda mais depois de me atrasar pro Motomix e perder a apresentação da banda.
Para minha imensa felicidade o álbum veio do jeitinho que eu queria, uma continuação melhorada de Transparent Things, trazendo a mesma fórmula disco punk sussurrada só que de forma bem mais consistente, uma vez que Lightbulbs é um álbum de verdade, diferente do anterior era uma compilação.
01. Knickerbocker
Pra quem conhece Ankle Injuries, maior hit da banda e música detentora do clipe mais legal do mundo, Lightbulbs já chega de braços abertos. Knickerbocker é praticamente um autoplágio de si mesmo próprio e cola o “vanilla, strawberry, knickbocker glory” na cabeça com super bonder.
Ankle Injuries do álbum anterior Transparent Things.
02. Uh
Enquanto você ainda está pensando na baunilha, no morango e no sorvete, Uh te joga num groove quebrado prá lá de bacana.
08. Pterodactyls
Se essa música fosse uma pessoa no ponto de ônibus era com ela que você puxaria papo, acho que é a levada da bateria que da a essa faixa um ar muito interessante. Uma coisa que gosto muito no Fujiya & Miyagi é a forma com que eles integram o vocal sussurrado a música como se fosse um instrumento e trabalha de forma primorosa o tempo de cada palavra e cada frase, isso fica bem nítido em Pterodactyls.
Lightbulbs é um ótimo disco onde Fujiya & Miyagi não inova, mas consolida seu estilo dançante e inteligente. O único problema é que o álbum é muito curto, tem menos de 36 minutos e deixa um baita gosto de quero mais. A solução é deixar rodando no repeat, felizmente ele funciona muito bem dessa forma.
Postado dia 12 de setembro de 2008

Hallo, hallo, coleguinhas!
Depois do “eletrônico cabeçudo” e do “folk pop até minha mãe escuta”, vamos de “rock louco insano psicótico”. Lógico que esse não é um rótulo oficial, mas bem que poderia ser, pois, em se tratando de Man Man, rotular é uma brincadeira a parte. Pessoalmente gostei bastante do “gypsy-swamp-rock-carny-soul-Viking-vaudeville-punk” do Amazon.com.
O bacana de Man Man é exatamente isso, em meio a tantas fórmulas e produção massiva de mesmices, esses caras da Filadélfia tocam o zaralho e quebram tudo quanto é fórmula, rótulo, estilo, norma, conduta e regra de etiqueta. E ainda fazem tudo isso se divertindo que nem louco!
O resultado é mais ou menos Modest Mouse curando uma ressaca de Flogging Molly num show do Gogol Bordello.
03. The Ballad Of Butter Beans
Logo nos primeiros segundos de Rabbit Habits já fica claro que não estamos ouvindo um álbum convencional. Um verdadeiro desfile de elementos percussivos, vocais, gritos, palmas, barulhinhos e quando você chega na terceira faixa… um solo de xilofone! Vou repetir. Um solo de xilofone! Ta é só um xilofone mas, cara, um solo de xilofone!
04. Big Trouble
Depois de uma música de desenho animado nada melhor do que metais bêbados, um vocal de Amy Winehouse no dia seguinte depois de tentar curar uma ressaca no costelão 24 horas e nosso amigo xilofone marcando presença novamente.
08. Harpoon Fever (Queequeg’s Playhouse)
Harpoon Fever é super divertida e parece uma música quase normal, mas quando se aproxima do final a maluquice fala mais alto. “I wanna, I coulda, I shoulda” balançando o ombrinho, alegria. Pena que não tem xilofone…
12. Poor Jackie
Poor Jackie é um épico, a narrativa inicia com uma valsinha e passa por vários ritmos e texturas ao longo de seus quase 8 minutos e meio, a mais longa do álbum, e encerra criando o clima para a incrível Whalebones que fecha o álbum de forma sofrida e genial. Infelizmente sem xilofone…
Rabbit Habits é sem dúvidas um dos melhores álbuns de 2008 e coloca Man Man um patamar acima das inúmeras bandinhas indie fotocópias. E cara, tem solo de xilofone!
Postado dia 4 de setembro de 2008
Hallo, hallo, coleguinhas!
Antes de qualquer coisa gostaria de agradecer a todos os comentários do primeiro post. Muito obrigado, o apoio de vocês é essencial. Espero que tenham gostado e continuem visitando o blog. Vamos ao que interessa.
Mudando de água para vinho, o som dessa semana não tem nada de esquisito. Muito pelo contrário, We Sing, We Dance, We Steal Things usa e abusa de fórmulas e territórios comuns para criar uma experiência suave e deliciosa com uma bela pitada de swing e groove.
Jason Mraz é aquele tipo de cara bacana que acredita no amor, na bondade do ser humano e num futuro melhor. Características louváveis, mas que convenhamos, em se tratando de música atrapalham mais do que ajudam. Felizmente em We Sing tais características aparecem na dose certa, amenizadas por metais certeiros e mescladas com um tom de sensualidade que gera um ar de sedução bobinha. Mas bobinha bonitinha, sabe?
Make it Mine abre o álbum, é uma daquelas músicas que podem salvar um dia que começa com o pé esquerdo.
02. I’m Yours
Logo na seqüência temos I’m Yours, com uma levada deliciosa de violão praieiro e vários “dub di dub dap du”. Não sei você, mas eu sou um grande fã de “dub di dub dap dus”.
Lucky é uma baladinha que conta com a presença de Colbie Caillat, aquela de Bubbly.
04. Butterfly
Butterfly é sedutora, é safadinha, é uma swinguera gostosa e um algo mais. E epa! Olha nosso querido “dub di dub dap du” aqui de novo. Alegria garantida.
Jason segue passeando por vários estilos, flertando com influências bastante diversificadas e fazendo tudo parecer muito fácil.
10. The Dynamo of Volition
A décima faixa é The Dynamo of Volition, uma espécie de rap funkeado que resulta na minha favorita do álbum.
We Sing, We Dance, We Steal Things está longe de ser essencial e inovador, mas são cinquenta minutos de felicidade despretensiosa e muitos “dub di dub dap dus”.
Postado dia 27 de agosto de 2008
Hallo, hallo, coleguinhas!
Sejam muito bem vindos ao meu pequeno espaço aqui no portal da 91, onde compartilharei alguns de meus desbravamentos musicais com vocês. Se tudo der certo teremos uma espécie de resenha semanal sobre algum som que eu considere interessante independente de ser novo ou velho, pop ou underground, rock ou eletrônico.
Zona segura para os celíacos, livre de glúten, espaço não necessariamente democrático, mas onde todas opiniões são bem vindas. Então não sejam tímidos nem preguiçosos, por favor comentem.
Eu sei que esse primeiro post assusta, mas não se preocupem, os próximos não serão tão longos e emocionais quanto esse. Bom, chega de blá, blá, blá, muito obrigado por estarem aqui e vamos lá.
Se no inicio de fevereiro alguém chegasse para mim e dissesse que em algum momento da minha vida eu me tornaria um amante da música eletrônica eu provavelmente cairia na gargalhada. Nunca ousei imaginar que isso viria a acontecer antes do final daquele mesmo mês.
Glyphic chegou a mim por indicação de um amigo (Bruno Real) que só me disse que era bom e eletrônico. Claro que não dei muita atenção e alguns meses se passaram antes de finalmente eu ouvir o CD.
O “play” foi despretensioso, numa tarde de trabalho qualquer, mas foi fulminante e decisivo. Antes de terminar todas as músicas eu já procurava desesperadamente mais informações sobre o que ouvia, um tal de dubstep, gênero de música eletrônica nascido nos guetos ingleses com batidas quebradas e muito, mas muuuito grave.
01. Glyphic
Toda a experiência começa com a faixa homônima ao álbum, que se constrói sem pressa, com pequenas doses de grave, batida letárgica e elementos dosados que geram um suspense hitchcockiano. Por volta dos dois minutos e vinte tudo explode em algo “muito orgânico, parece que tem vida própria”, citando o Bruno. E de fato eu não posso discordar, esse som tem muita vida. A faixa Glyphic é como um ser que hibernava, acorda lentamente e segue seu rumo.
03. Bug Octet
Quando ouvi Bug Octet, terceira faixa do álbum, pela primeira vez eu sorria como criança no natal. Essa faixa é mais forte que um cruzado do Mike Tyson! O que temos aqui é um grave demolidor acompanhado de uma batida meio errada, que parece estar zombando da sua cara.
06. Chiral
Chiral trás uma cara bem diferente do que foi apresentado nas cinco faixas anteriores, aqui todo o lance orgânico é deixado meio de lado e o clima se torna sombrio e tenso. A música é recheada de glitches e bleeps que mais parecem um grande debate entre máquinas.
Barry Lynn, o Boxcutter, segue inovando nas cinco faixas seguintes, criando mais vida e experiências impressionantes com seu som.
É quase certo que Glyphic não terá em você o efeito avassalador que teve em mim e não mudará sua vida em pouco menos de uma hora, mas para quem se arriscar a explorar esse álbum com atenção encontrará uma espécie de país das maravilhas, um novo mundo disfarçado de onze músicas.
Perfil

Nascido no Acre e criado no Brasil, Guilherme finge conhecer o mundo mas nunca foi além do Paraguai. Amante dos patos e dos pingüins desde pequeno, começou a se interessar por música ouvindo o disquinho da Mônica. Em algum ponto da vida decidiu que entende alguma coisa sobre o assunto e nesse blog compartilhará coisinhas interessantes com você.
